Qualquer equipamento elétrico ou eletrônico possui seus limites técnicos.

Podemos dizer que a tensão e corrente são as principais variáveis em um dimensionamento. Por isso, sempre leia atentamente o datasheet de seu equipamento. Com isso você será capaz de determinar por exemplo, qual a quantidade máxima de strings em série e em paralelo que o inversor suporta em um determinado MPPT.

Respeitando estes limites primordiais, verá que em determinado ponto a potencia máxima do inversor poderá ser ultrapassada.

Mas qual o limite?

A máxima potência dos módulos só é atingida em condições ideais de laboratório (1000 W/m² e temperatura da célula em 25° C). Porém, em campo, essas condições dificilmente são atingidas, pois mesmo que o Brasil apresente condições de até superar os 1000 W/m² de irradiação, dificilmente conseguimos trabalhar com uma temperatura de célula próxima dos 25° C, pois a temperatura da célula normalmente é cerca de 15 a 20°C superior à temperatura ambiente do local em que os módulos estão instalados. Porém, em raros momentos e locais onde a temperatura ambiente chega a 0°C no Brasil, a irradiação certamente será menor que os 1000W/m² ideais que são considerados em laboratório, o que faz com que mesmo no frio extremo não seja atingida a potência pico constante, e sim em poucos momentos do mês e do ano.

Bom, após todas as considerações, sabemos que se linearmente aplicarmos uma potencia de entrada superior a que o inversor suporta, o inversor apresentará uma limitação de potencia na saída.

Mas, estamos falando de uma fonte de energia não linear, a energia solar, do qual sua energia é variável durante o dia conforme a intensidade de irradiação sobre o plano dos coletores.

Ou seja, respeitando os limites técnicos como tensão e corrente, existe uma margem considerável disponível para sobrecarga, devidos a perdas, condições de geração desfavorável, e horários e dias de baixa geração. Talvez por olhar a limitação no momento de pico você se assuste um pouco achando que está perdendo energia. Sim, até está, mas o quão significativo isso é? 

Considerando a sobrecarga, o sistema será forçado a trabalhar sempre próximo a nominal do inversor, em uma escala anual de geração você verá que a maioria do tempo, caso o inversor não seja sobrecarregado, devido as perdas naturais, o mesmo trabalharia abaixo da nominal do inversor.

O melhor jeito de saber, é por meio de simulações ou testes práticos.

Mas para uma visão mais profunda sobre este tema, recomendamos uma pesquisa sobre o FDI, disponível também em nossa plataforma de suporte online.

Article Source: https://new.abb.com/docs/librariesprovider117/default-document-library/solar-inverters/solar_power_world-article.pdf?sfvrsn=80a7614_4

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